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Reviews [ Mac ]

Teste: Mac OS X Lion agrada, mesmo com mudanças radicais

Lançado no último dia 20, sistema operacional da Apple é mais parecido com o iOS e traz mais de 250 novos recursos. Algumas inovações podem desagradar veteranos

  • Por Macworld / EUA
  • 22-07-2011- (Atualizado em 09 de agosto de 2011 às 16h12)
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Mac OS X 10.7 Lion

PRÓ
Apple acertou cheio nas atualizações de apps como Mail, Safari e iCal; preço baixo em comparação a atualizações anteriores; update deixa usuários novatos mais próximos do sistema
CONTRA
Mission Control ainda tem problemas; mudança radical e grande número de novidades pode desagradar a usuários veteranos; Launchpad não disse a que veio

Fabricante: Apple

Preço: US$30 (na Mac App Store)

Antes mesmo de rodar o Lion pela primeira vez, as primeiras diferenças já começam na maneira como ele chega ao consumidor. A Apple decidiu lançar o upgrade essencialmente através de um download de 30 dólares a partir da App Store, sem nenhum tipo de mídia óptica. Depois de baixar o arquivo de 3.5GB (o que pode ser um pesadelo para usuários com conexões mais lentas), surge um app de instalação do Lion no Dock e na pasta de Aplicativos. Ao clicar duas vezes no ícone, o processo de instalação começa.

Mas e se o computador do usuário não possuir o Snow Leopard (requisito básico para instalar a Mac App Store) ou se a instalação for feita em um disco rígido novo, que tenha sido formatado? Apesar do discurso de que o sistema seria disponibilizado apenas online, a Apple estuda lançar uma versão de 69 dólares do Lion em um pendrive em agosto - ainda não há confirmação de que o mesmo será feito no Brasil.

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Apesar de a Apple não oferecer nenhuma maneira de criar um DVD ou formatar um pendrive como instalador de back-up, a empresa afirma que os usuários serão capazes de encontrar maneiras de instalar o sistema operacional mesmo em um HD vazio, a partir dos conteúdos do pacote de instalação do Lion. O processo será parecido com o que acontece no Snow Leopard, porém potencialmente mais complicado. 

A boa notícia é que, uma vez você tenha o instalador em mãos, ele pode ser copiado gratuitamente para todos os Macs da sua casa (desde que os mesmos estejam com a última versão do Snow Leopard). Isso não só é conveniente como perfeitamente legal: a licença do Lion cobre todos os Macs da residência, tornando os 30 dólares um ótimo negócio. Porém, se estiver planejando fazer o update de vários Macs, fique atento: após o término do processo o app de instalação se auto-destrói. Por isso, depois de baixar, faça uma cópia e mova o mesmo para um HD ou pendrive antes de iniciar a instalação, ou terá que baixar tudo de novo para colocar o Lion em outro Mac. 

Rolagem e gestos

No Lion os gestos multitoque são o carro-chefe do sistema e, mesmo que alguns deles sejam muito familiares (vale lembrar que a rolagem com dois dedos existe desde o PowerBook, em 2005), para outros usuários é como aprender uma nova língua. 

E esse aprendizado pode ser um pouco complicado. Alguns gestos são mais naturais, como a conhecida rolagem com dois dedos e os movimentos de três ou quatro dedos que tiram as janelas do caminho e exibem o Mission Control. Outros são menos intuitivos, como dois toques com dois dedos, que proporciona um zoom ao estilo iPhone ou um clique duplo com três dedos, que produz uma janela de dicionário com a definição de qualquer palavra da tela. Recursos muito interessantes, mas difíceis de serem lembrados. 

Outra mudança também aparece na inversão da direção da rolagem com dois dedos. Nas versões anteriores ao deslizar dois dedos para cima no trackpad (ou mover a barra de rolagem para cima), a visão do documento subia. No Lion, se o usuário mover os dois dedos para cima o comportamento seria como se o documento estivesse fisicamente se deslocando para cima, mostrando o que há abaixo dele - ficando em sincronia com a interface do iOS. De acordo com a Apple, após poucos dias utilizando o OS X o cérebro é capaz de se adaptar às mudanças, não repetindo o comportamento antigo. Felizmente o trackpad não é absolutamente necessário (os recursos ainda podem ser acessados via atalhos de teclado e menus contextuais), e o usuário pode trazer o método antigo de volta nas preferências do sistema. 

Por fim, as barras de rolagem novas só aparecem quando você realmente estiver movendo a página. Por padrão, elas são invisíveis no Lion, assim como acontece no iOS - elas só surgem quando a página é rolada, ou quando o cursor pousa sobre a barra. 

Mission Control

Nada de Exposé ou Spaces: tudo foi combinado em uma única interface chamada Mission Control. Ao ativar o recurso (isso pode ser feito ao clicar no app no Dock, pressionar um atalho de teclado - antigamente utilizado para o Exposé - ou a partir de gestos multitoque, ao deslizar três ou quadro dedos para cima), a janela fica parecida com o Exposé, mostrando as aplicações em execução e miniaturas das janelas abertas. No topo da janela, há uma lista com todas as mesas do Spaces disponíveis, incluindo não só os desktops virtuais, já comuns na versão anterior, mas também todos os Apps rodando em tela cheia, além do Dashboard. 

Configurar esses espaços ficou bem mais simples: para transferir um app ou janela para uma nova Mesa, basta arrastar o ícone ou janela para o topo da janela do Mission Control. Ao mover, a imagem de um novo desktop aparece no canto da tela, com um prático ícone de positivo (+). Os itens podem ser arrastados de uma Mesa para outra, mas a ordem das mesmas não pode ser alterada. Trocar entre as mesas é possível a partir de atalhos de teclado (por padrão, Control + seta direcional), mas isso é feito com mais facilidade a partir de gestos muititoque: arrastar três ou quatro dedos para esquerda ou direita no trackpad transporta o usuário entre as áreas de trabalho. 

Usuários da versão antiga talvez precisem se orientar, pois as Mesas agora só podem ser criadas em uma linha horizontal, e não mais em grades bidimensionais. No entanto, trabalhar com essas áreas de trabalho é um pouco desorientador: ao trocar de Spaces, os outros desktops podem ficar bagunçados: itens que estavam no primeiro plano podem acabar ficando atrás de outras janelas, algo que precisa ser melhorado.   

Aplicativos em tela cheia

No Lion, qualquer app pode tomar vantagem desse recurso e ocupar toda a tela, desde que tenha sido atualizado pelo desenvolvedor para suportar esse modo. Nesse caso um ícone com duas setas aparece no canto superior direito da janela: basta clicar para começar a "imersão". 

O usuário não enxerga nada a não ser o conteúdo do app: nenhuma outra janela divide a tela, até mesmo a barra de menu e a Dock desaparecem. Eles ficam apenas ocultos, e surgem temporariamente quando o cursor é colocado nas extremidades correspondentes da tela. Para sair, basta mover o mouse para o topo da tela e, quando a barra de menu aparecer, clicar novamente na seta dupla no canto superior direito. Esse comportamento já vem aparecendo há algum tempo: nas versões recentes do iPhoto, iMovie e GarageBand, por exemplo. No Lion, mais apps da Apple se juntaram ao monte, incluindo o Safari, Mail e iCal.  

O recurso não pode ser julgado por si só: alguns apps como o iCal, iTunes e GarageBand são essencialmente uma grande janela, logo o design lhes cai como uma luva, porém em outras aplicações da Apple o comportamento não é o mesmo. O Safari é talvez o melhor exemplo: a grande maioria das páginas não precisa ser tão grande quanto sua tela, e ninguém quer linhas de texto com espaços gigantescos. Há o novo Reading List, mas forçar a janela do navegador a tomar 100% da tela pode causar certo desconforto. Além disso, o recurso não foi feito para quem possui mais de um monitor. Ao colocar em full-screen, um monitor mostra o app, por exemplo, enquanto que o outro não exibe nada além de uma textura apagada, um desperdício. Até a Apple corrigir o problema, o negócio é se concentrar em uma única tela. 

Launchpad

O Launchpad é uma das ferramentas que mais foram inspiradas no iOS, e reproduz uma tela de aplicativos simliar àquela vista no iPhone ou iPad. Assim como o Mission Control, Time Machine e Dashboard, ele é um recurso básico do sistema operacional, presente na pasta da Aplicativos e, por padrão, no Dock. Ele é ativado a partir de um ícone, um atalho de teclado, movendo o mouse para um dos cantos (depois de configurado) ou, por fim, a partir de um gesto multitoque.  

O conteúdo é essencialmente o mesmo encontrado na pasta de Aplicativos, só que permite ao usuário reorganizar os aps da mesma maneira que acontece no iOS: ao arrastar os ícones um por um e, ao sobrepor um sobre o outro, é criada uma pasta, que pode ser renomeada. Para aqueles familiarizados com o iOS, o uso é muito natural - até para deletar os programas adquiridos pela Mac App Store, basta segurar o clique sobre eles e clicar no ícone de “X”. 

launchpad01.jpg

 

Embora ele pareça uma ótima solução para novos usuários, ou que já utilizam o iOS, ele é uma decepção para usuários mais antigos. Organizar tudo aqui é tão trabalhoso do que fazê-lo na tela inicial do iOS, uma sequência interminável de "clica e arrasta", e não é possível retirar nada de lá; todo instalador ou AppleScript é mostrado ali, e a única alternativa é exilar esses itens em uma página seguinte do Launchpad - trabalho demais para algo que deveria ser simples. 

Continue lendo e saiba mais sobre o Finder, AutoSave e muito mais »

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