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Mac, 25 anos: como tudo começou

Em 24 de janeiro de 1984, a Apple lançou o Mac original. Veja o que aconteceu para a criação desse produto que mudou o mundo da computação pessoal.

  • Por Ryan Faas, Computerworld/EUA
  • 23-01-2009- (Atualizado em 23 de janeiro de 2009 às 13h06)
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Em 1977, a Apple fez barulho ao lançar o Apple II, um dos primeiros computadores pessoais do mundo. Entre seu anúncio e a introdução ao mundo do IBM PC, em 1981, a Apple dominou a indústria da computação pessoal.

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Entretanto, logo que o Apple II chegou ao mercado, a companhia começou a planejar sucessores para seu produto principal, temendo que o Apple II tivesse um tempo de vida limitado (o que não foi real, já que variantes do Apple II original venderam bem por mais de 15 anos). O resultado mais duradouro dessa inovação foi o Macintosh, que celebra 25 anos no dia 24 de janeiro.

O curso de eventos que levou o Mac a ser como o conhecemos hoje foi o resultado combinado de sorte, coincidências e também de planejamento. Mas tudo começou com o desejo dos executivos da Apple em criar um computador de próxima geração que continuasse o sucesso do Apple II.

Apple III
Uma jornada pós-Apple II tinha como parada obrigatória o Apple III. Concebido como uma máquina corporativa, ele era compatível com hardware e software anteriores, mas rodava software criado especificamente para o Apple III.

O Apple III foi, no fim das contas, um fracasso. Com problemas de design – incluindo um de superaquecimento, graças à insistência de Steve Jobs em vender uma máquina sem ventilador interno -  e um hardware que não ia muito além do que o Apple II, mais barato, já oferecia, o Apple III foi removido da linha de produção depois de custar 60 milhões de dólares à Apple (a maioria disso em suporte técnico).

Lisa
Já em uma nova geração e ainda com foco corporativo, o Apple Lisa foi o seguinte da lista. Suas especificações originais eram básicas, com uma etiqueta de preço de 2.000 dólares. Não deveria trazer recursos inovadores, mas acabou sendo o primeiro produto da Apple a trazer uma interface gráfica, similar àquela que estaria no Mac no ano seguinte.

Durante o desenvolvimento inicial do Lisa, Jobs e diversos engenheiros da Apple fizeram duas visitas ao Xerox Palo Alto Research Center (PARC), um centro de pesquisas da Xerox para criação de novas tecnologias. Itens como Ethernet, programação orientada a objetos e sistemas operacionais com interfaces gráficas operadas por mouse vieram do PARC. Mais preocupada com o negócio de copiadores do que com a revolução dos computadores, a Xerox deixou escapar muitas dessas tecnologias, basicamente porque seus executivos não conseguiam entender como transformar o resultado das pesquisas em produtos para vender.

Em 1979, as visitas de Jobs ao PARC permitiram à Xerox investir na Apple antes da sua abertura de capital em bolsa. Depois de ver os exemplos de inúmeras tecnologias modernas de computação, a Apple decidiu que muitas delas poderiam ser usadas no Lisa. Os engenheiros da Apple, então, começaram a fazer engenharia reversa e ampliaram diversos recursos vistos no PARC.

O resultado foi um computador que ficou longe dos planos originais. Quando o Lisa foi lançado, incluía um monitor integrado, teclado e mouse de um botão. O sistema operacional do Lisa tinha uma interface gráfica que respondia aos comandos do mouse, mas inúmeras outras inovações se tornariam padrão no Mac OS X, Windows e outros sistemas operacionais modernos: arquivos representados por ícones, menus que se expandem a partir do topo da tela e funcionalidade de arrastar e soltar. Foi uma máquina pioneira também ao trazer o QuickDraw, tecnologia para desenho na tela.

O Lisa era vendido também com um pacote de aplicativos de produtividade que incluíam planilhas, desenhos, processador de textos, gerenciador de projetos e programas de emulação de terminal, além de um gerenciador de arquivos. Isso foi uma inclusão importante, já que o Lisa era incompatível com qualquer outro software no mercado (até mesmo o do Mac, quando foi lançado).

Apesar de pioneiro em diversas tecnologias, o Lisa não foi um grande sucesso, graças ao seu alto preço (9.995 dólares), sua incompatibilidade com outros sistemas, drives de disquetes problemáticos e rumores de que a Apple preparava um “baby Lisa”.

A Apple derrubou o preço do Lisa para 6.995 dólares em 1983, e o Lisa 2 foi lançado em 1984 por 3.495 dólares. Mesmo assim, as vendas do Lisa não decolaram. A Apple posteriormente converteu seu estoque de Lisas para que pudessem funcionar com o Mac OS e vendeu as unidades restantes como Mac XL. Um kit de conversão foi criado para os donos do Lisa. Ao sair de linha, em 1989, a Apple literalmente enterrou o produto em um aterro em Logan, Utah.

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